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terça-feira, 16 de abril de 2013

Eleger uma direção que defende a categoria ou quem entrega os pontos sem lutar?

Uma crítica levantada pela “oposição” é a suposta demora do Sindipetro-RJ em assinar acordos. Mais recentemente, as acusações se concentraram na PLR Futura. Opinamos que o critério para eleger a próxima direção passa muito longe da simples formulação ‘assinar alguns dias antes ou alguns dias depois os acordos?’. 

Mas em primeiro lugar, é preciso esclarecer: o Sindipetro-RJ assinou o acordo de PLR dentro do prazo estipulado pela empresa. Ou seja, os petroleiros do Rio receberão no mesmo dia que toda a categoria. Com isso, cai por terra o argumento da chapa da FUP de que houve demora na assinatura do acordo. Além disso, perguntamos: o que é mais democrático? Realizar um amplo debate na base, com votações em todas as unidades (e turnos), ou fazer assembleias apressadamente para garantir a rápida assinatura de um acordo, como faz a FUP?

Em muitas campanhas, foi a suposta “lentidão” da FNP que garantiu direitos e conquistas importantes. Se fôssemos pressionados pela pressa fupista, teríamos levado a categoria a grandes derrotas. 

Em 2012, por exemplo, a FUP indicou para os trabalhadores da Transpetro a aprovação de uma proposta que incluía limite de tolerância  ao benzeno e uma nova cláusula para RMNR, que extinguiria as ações judiciais vitoriosas da categoria contra a empresa. Foi a luta e denúncia da FNP que garantiu a retirada desses ataques, definidos depois pela FUP como “erros redacionais”, um absurdo! Já em 2007, a FNP conseguiu retirar das atribuições do PCAC da Transpetro o cumprimento do código de ética, que tinha sido aprovado na Petrobrás com a aval da FUP. Meses depois a Petrobras também retirou.

A MENTIRA DA OPOSIÇÃO
A falsa oposição (situação na empresa) tem ventilado que as as assmbleias de PLR foram feitas por causa de um abaixo-assinado. Mentira! Se seus integrantes participassem dos fóruns da categoria, como assembleias e plenárias, saberiam que o calendário de votação foi definido em plenária antes do pseudo-abaixo-assinado. Infelizmente, ao não participar das mais de 40 assembleias que realizamos, desconhecem os passos das campanhas; comparecem somente no último momento, quando a empresa os chama para aprovar suas propostas.

O DEBATE SOBRE A PLR Futura
Historicamente, a categoria coloca como reivindicação ‘PLR Máxima e Igual para Todos’, ou seja, 25% dos dividendos distribuídos aos acionistas. Esta bandeira é plenamente possível de se concretizar. Para isso, precisamos de mobilização e da unidade dos 17 sindicatos. Se a federação que dirige a maioria dos sindicatos se recusa a abraçar esta luta, preferindo negociar metas, como podemos avançar? Para nós, não há dúvidas: quem divide a categoria é a FUP ao se recusar a construir calendário único de mobilizações, comando unificado de greve e mesa única de negociação, como a FNP sempre defende. A própria “oposição”, em seus jornais, confirma que eles não querem a unidade na luta.

A atual direção do Sindipetro-RJ entende que o estabelecimento de metas, cuja responsabilidade não passa pelas mãos dos trabalhadores, é um grande erro. Além disso, o acordo fechado é muito ruim (até 7,25% do Lucro Líquido para  metas de 100% a 120%). Comparativamente, o Banco do Brasil pagou 12,4% do Lucro Líquido e a COPEL chegou a pagar o limite dos 25% dos dividendos recebidos pelos acionistas. No caso da Petrobrás, para 2013, considerando os dividendos propostos de R$ 9,301 Bi, o valor a ser distribuído seria de R$ 2,33 Bi (57% maior que a “enorme conquista da FUP/RH”!).

A FUP deve explicações à categoria, deve explicar por que abandonou a bandeira por uma PLR Máxima e Igual para Todos. Já a FNP, coerente com sua pauta histórica, não poderia tomar outra decisão senão apontar a grande armadilha que a PLR Futura significa.

A categoria, ao votar pela assinatura do regramento da PLR ou de ACTs rebaixados, não o faz por considerar o indicativo da FUP boa coisa. Lançamos à “oposição” um desafio: perguntem aos trabalhadores se consideram “uma grande vitória” os últimos ACTs e a PLR Futura. Temos convicção que não. Se aprovaram essas propostas foi por entender que o governismo da FUP atua como uma trava ao desenvolvimento das lutas. É por isso que construímos a FNP!

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